domingo, 14 de setembro de 2014
- Carta sobre a felicidade -
Ninguém nesse mundo lhe fará feliz!!!
Por esse motivo, faça planos de felicidade que incluam outras pessoas.
Entendemos a vida a partir daquilo que não somos e não temos, por isso angústia.
Glorifiquemos então aquilo que realmente somos e aquilo que realmente temos sem nunca "dever ao devir" (Teatro Mágico).
quarta-feira, 2 de julho de 2014
- Vida -
Mas voava, voava com perfeição na terra e se fosse para o mar com certeza afundaria, não seria capaz, de forma alguma, de andar sobre as águas. Sempre corri em sua direção, curioso, mas não via face, também nunca cheguei tão perto o suficiente para olhar e trocar algumas palavras.
Agora, porém, estou decidido, quero saber o significado desse signo, ou então jamais permitir-me-ei dormir novamente acordando para dentro. Lá estava ele, caminhando sobre cacos de vidro, devagar, e de seu sangue brotava palavras em forma de poesia, dos cacos de vidro, areia de deserto com desenhos, alguns eram contornados por cimento, outros o vento apagava. Corri o mais rápido que pude, atirei-me no ar e o agarrei pelas costas virando-o lentamente e, ao olhar sua face, vi um espelho que se transformava em televisão que passava um filme, um filme familiar e conhecido. Então, curioso e com a espinha rasgando em minhas costas de arrepios, perguntei seu nome. Após um segundo de silêncio que significou todo o universo em sua cosmo existência ele respondeu: "Me chamo "Vida"".
Quem tem ouvidos, que ausculte e recolha.
segunda-feira, 19 de maio de 2014
- Cuidado e Controle -
Cuidar é como trafegar em uma ponte estreita em que o menor desvio nos faz cair no lodo do controle. Assim, ao contrário de cuidarmos dos outros passamos a controlar a vida alheia, porém, não nos damos conta, pois ambas as coisas são parecidas.
Embora cuidar e controlar sejam coisas parecidas, são originariamente e essencialmente distintas uma da outra, enquanto cuidar se funda numa potencialização, o controle, visando o bem alheio, é exercício de poder.
quarta-feira, 14 de maio de 2014
- Lembrança decadente que se ergue-
Gostaria de modificar os fluxos do mundo, porém mantendo as mesmas peças em seus lugares.
Gostaria que cada momento fosse como os clipes de minhas músicas preferidas.
Mas, as vezes sou prisão e aprisiono, outrora, sou liberdade e instrumento de sua ação.
Sorte a minha de você sempre me mostrar e me lembrar quem eu sou, porém o ser humano é sempre decadência e perda de sentido.
Então, moça bonita, preciso de você sempre ao meu lado para quando eu decair e esquecer quem eu sou você possa me lembrar... de maneira sutil... de maneira violenta...
sexta-feira, 4 de abril de 2014
- A frieza do olhar -
O controle sobre as emoções e a segurança do momento são ferramentas com as quais nos enganamos e nos escondemos de nosso real acontecimento trágico. Observo uma onda gigante vindo em minha direção, sei de sua capacidade destrutiva, porém penso que sou imune ao seu poder e quando ela chegar arrasando toda a cidade, sairei por cima nadando. Assim observo friamente o mundo e o calculo, faço análises de suas catástrofes e formulo soluções. Mas, o que a frieza do meu olhar não me deixa ver é que, por dentro, essa onda fortíssima abala todas as estruturas sobra as quais me edifiquei e assim o corpo sangra. As paredes do corpo não suportam a força destrutiva dessa onda de fortes sentimentos e se racham e assim as águas selvagens dessa onda escapam em forma de hemorragia.
Mas, qual o remédio para isso? Será que nós, homens de olhar frio, sempre padeceremos desse mal? O que aprendi, até o momento, é reconhecer e respeitar a força dessa onda que, embora pensemos sermos mais fortes, sempre acabamos derrotados e arrastados por ela. Nossos braços não são fortes o suficiente para retermos aquilo que sentimos, portanto, é preciso deixar a onda fluir.
sábado, 22 de março de 2014
- A alma sem metáforas -
Carinho, cuidado, romantismo, companheirismo, essencialmente a essência de conviver, porém, é no corpo a corpo intenso que as almas se manifestam sem metáforas.
quinta-feira, 20 de março de 2014
- Pedras e Poemas -
Pobre pedra, ainda não sabe que, para continuar a brilhar como estrela, necessita se atirar em outras terras e variar suas rachaduras, pois assim seus poemas se enriquecerão com novos elementos, tão diversos e nem por isso menos originais e criativos.
Chamemos isso então, a superação e inovação da arte. A pedra se quebra, se racha, se solidifica ou vira areia, não importa, virando ou não cacos de vidro coloridos, o que sair sobrevivido e vivo não está para além em alma alguma, mas sim no casulo que se rompe brotando asas regadas pelo sol. Pedras voando como borboletas, caindo, ficando e partindo de novas e velhas terras, assim o artista se renova, e isso, jamais, será perder a originalidade.
quinta-feira, 27 de junho de 2013
- Re - significar o Mundo -
Há muito tempo que as letras de minha alma não ultrapassam o muro de carne e ossos com o qual me revisto. Tenho me defendido muito do mundo, mas palavras e versos sem significados forçam as pequenas rachaduras articuladas numa vontade insaciável de re-significar o mundo.
Algumas canções vibram estranhamente e abalam nosso silêncio sem que nos demos conta e sem que entendamos sua língua, mas, de fato, falamos o mesmo idioma.
domingo, 2 de junho de 2013
- Da simplicidade -
Por trás de cada mudança simples que notamos em nós mesmos há toda uma complexidade de amadurecimentos que ocorreram que não percebemos.
terça-feira, 7 de maio de 2013
- A mais difícil de todas as tarefas -
De todas as tarefas, talvez, a mais difícil de todas, é aprender a viver para si mesmo sem cair no egoísmo, pois é como estar sempre passando na beira de um buraco onde podemos cair se cometermos o menor dos deslizes.
Encontrei um baú de tesouro, abri, encontrei comigo mesmo e a necessidade de cuidado, mas sem esquecer as pessoas que amo.
De todas as tarefas, ou melhor, de todas as habilidades, a mais difícil é aprender a viver para si mesmo sem cair no egoísmo.
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